quinta-feira, julho 19, 2018
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A mesa redonda promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados e Fórum Parlamentar Catarinense foi realizada no Salão da Igreja Matriz de Urubici, a pedido do deputado Valdir Colatto (MDB-SC).

Colatto afirma que o texto da lei incluiu erroneamente glebas de terras sem o devido processo legal, afetando um número muito grande de famílias que vivem e tiram seu sustento daquela área rural.  “Outro problema grave que o novo traçado apresentou foi no tocante aos empreendimentos turísticos. Santa Catarina é um estado reconhecido por suas belezas naturais, seja no que se refere ao litoral ou no que se refere ao turismo rural, turismo esse em franco crescimento”, explica o parlamentar.

 

Participaram da mesa redonda:
– o presidente da Associação Vizinhos do Morro da Igreja, Erionei Mathias;
– o prefeito de Lauro Muller (SC), Valdir Fontanella;
– o presidente da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina, Alexandre Waltrick Rates;
– o coordenador de Criação de Unidade de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Bernardo Ferreira Alves Brito;
– o advogado ambientalista, Vitor Burko;
– a coordenadora do Programa Rede das Águas e Advocacy da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro; e
– o presidente da Rede de ONG´s da Mata Atlântica, João de Deus Medeiros.

Na mesa redonda, as comunidades que estavam presentes reclamaram da proibição de puxar energia para suas residências, da proibição de construção de pontes de acesso, o que dificulta a vida dos moradores. Também foi colocada em questão as indenizações que foram impostas abaixo do preço de mercado, com o preço de R$ 1000,00 reais o hectare. Segundo Carmen Zanotto, as alterações do limite do parque não foram só de responsabilidade do congresso nacional, mas também de responsabilidade do ICMBio, mesmo não apresentando o mapa de onde seriam as novas delimitações do parque. Já Erionei Mathias ressalta que algumas indenizações foram feitas erroneamente, ou seja, fora dos limites do parque e também existem ainda, pessoas que gostariam de ser indenizadas porque estão dentro do traçado.


O coordenador de Criação de Unidade de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), apresentou a comunidade que apenas 25% das áreas do parque foram indenizadas e que há dinheiro para indenização de várias outras áreas.

 

 

 

 

 

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